Título original: The Red Queen;
Nº de Páginas: 408;
Colecção: A Guerra dos Primos - Vol. II;
Editora: Civilização Editora;
PVP: 17,90€.
Sinopse:
Herdeira da rosa vermelha de Lancaster, Margarida vê as suas ambições frustradas quando descobre que a mãe a quer enviar para um casamento sem amor no País de Gales. Casada com um homem que tem o dobro da sua idade, depressa enviúva, sendo mãe aos catorze anos. Margarida está determinada em fazer com que o seu filho suba ao trono da Inglaterra, sem olhar aos problemas que isso lhe possa trazer, a si, à Inglaterra e ao jovem rapaz. Ignorando herdeiros rivais e o poder desmedido da dinastia de York, dá ao filho o nome Henrique, como o rei, envia-o para o exílio, e propõe o seu casamento com a filha da sua inimiga, Isabel de York.
Acompanhando as alterações das correntes políticas, Margarida traça o seu próprio caminho com outro casamento sem amor, com alianças traiçoeiras e planos secretos. Viúva pela segunda vez, Margarida casa com o impiedoso e desleal Lorde Stanley. Acreditando que ele a vai apoiar, torna-se o cérebro de uma das maiores revoltas da época, sabendo sempre que o filho, já crescido, recrutou um exército e espera agora pela oportunidade de conquistar o prémio maior.
Opinião:
Mais uma fantástica obra de Gregory!
Neste segundo (ou terceiro) volume da Guerra dos Primos, recuamos no tempo, de novo aos anos de 1400, acompanhando todos os acontecimentos já decorridos no volume anterior, mas, desta vez, do lado da rosa vermelha de Lencastre.
Para ser sincera, li todo este volume sem gostar minimamente de Margarida Beaufort. Não consigo simpatizar com ela, nem em menininha, nem quando é obrigada a casar aos doze, nem sequer quando tem que sofrer as dores de um parto aos 13, onde a própria mãe diz para salvarem o bebé em vez da vida da filha.
Desde cedo é notória a presunção que acompanha esta personagem desde tenra idade até ao final do livro. É demasiado convencida, presumida, arrogante, cheia de si, nem sei. Não gostei mesmo dela.
Sim, pode muito bem ser porque ela é a arqui-inimiga de Isabel Woodville, personagem que eu adorei! Mas não sei, tive muitas oportunidades para mudar de opinião, para empatizar com esta mulher que poderia ter sido um verdadeiro exemplo de tenacidade, mas acabei sempre por ficar desiludida com alguma decisão, frase ou mesmo comportamento dela, que me faz mudar de ideias.
Tudo que ela faz é a vontade de Deus: desde colocar o país em guerra, matando centenas de homens, só porque o seu filho é o "herdeiro legítimo" (nem que para isso tenha que matar quatro pessoas), até ao assassínio de duas crianças, de nove e doze anos, passando pela maldade com que trata Isabel Iorque, filha da anterior Rainha, quando esta está em sua casa.
As outras personagens, algumas foram uma surpresa positiva, como os irmãos Tudor. Outras já estava à espera, pelo cheirinho que nos foi dado na Rainha Branca. Apesar de neste volume vermos essas personagens muito mais aprofundadas, como, por exemplo, Lorde Stanley.
Em resumo, aparentemente, sou toda Iorquista e torço por Isabel Iorque, filha da Rainha Isabel Woodville e o Rei Eduardo. Venha o livro "A Princesa Branca"!